O mundo encantado que
o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, apresentou à Assembleia
Legislativa como sendo o ‘novo’ Paraná que ele agora governa não foi até agora
percebido como tal pelo povo. O ajuste fiscal empreendido desde o fim de 2014,
segundo afirmou na audiência sobre as contas do quadrimestre, já teria
conseguido a façanha de devolver o azul ao caixa do governo. Já em 2016,
prometeu o secretário, os paranaenses ficarão maravilhados com investimentos de
R$ 6,8 bilhões em obras – coisa de 13% ante receitas previstas em R$ 54
bilhões. E o que o povo pensa disso? O povo acha que Beto Richa passou a ser um
bom governador e que já está merecendo aprovação? Uma sondagem do instituto
Paraná Pesquisas, encomendada pela Federação das Indústrias (Fiep), divulgada
na última sexta-feira, dá a resposta: o povo ainda não percebeu nada, já que
73% reprovam o governo e apenas 25% o aprovam. Mais ou menos o seguinte: se
Beto Richa fosse aluno de uma escola pública, sua nota no exame não passaria de
2,5, menor, portanto, do que a sofrível média de 3,8 obtida no Ideb pelo ensino
fundamental do Paraná.
O governador pode encontrar
consolo na situação enfrentada por Dilma Rousseff: ela está pior do que ele na
avaliação dos paranaenses. Segundo a pesquisa, 88% dos entrevistados reprovam
sua administração e somente 9% o consideram bom. Se a a presidente fosse colega
de Richa na mesma escola, sua nota seria menor que 1.
A semelhança de
alguns dos eventos que marcaram a trajetória mais político-administrativa de
Dilma e Richa explica por que ambos apresentam agora notas sofríveis. Por
exemplo: os dois fizeram propaganda enganosa durante a campanha de reeleição em
2014. Até então, Paraná e Brasil iam muito bem, obrigado. Mas, passada a
eleição, veio a revelação da tragédia: as contas estavam em pandareco e, para
consertá-las, tascaram mais impostos, confiscos e arrochos.
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