Na sexta-feira, com o
principal auditório do Palácio lotado, Dilma fez a terceira cerimônia
consecutiva esta semana, todas defendendo seu mandato. Ela assinou atos de
desapropriação de terras para a reforma agrária e povos quilombolas, além de
decretos para ações contra o racismo. No discurso, disse que o país tem a
democracia ameaçada e afirmou que “eles”, ao se referir a seus opositores, são
violentos, ao contrário dos simpatizantes do governo.
A presidente da República,
Dilma Rousseff, transformou o Palácio do Planalto em uma trincheira na sua luta
contra o impeachment. Desde a posse frustrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva como ministro da Casa Civil — impedida por liminar do ministro Gilmar
Mendes, do Supremo Tribunal Federal —, o Palácio passou a receber juristas,
artistas e integrantes de movimentos sociais para eventos em que Dilma combate
o que considera a gestação de um golpe. Em pouco mais de 15 dias, cinco atos, todos
em um ambiente sem nenhum risco de hostilidade, abrigaram ataques ao Judiciário
e ao Legislativo, comparações do momento político atual com o período que
antecedeu a ditadura de 1964 e convocações à resistência contra a aprovação do
impedimento pelo Congresso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário