O El Niño ajuda a explicar um
pouco essa situação. O fenômeno, o mais intenso dos últimos 20 anos, é o
responsável pelas altas temperaturas e fortes chuvas que têm marcado o verão
deste ano no Paraná. Calor e água fazem a combinação perfeita para a proliferação
do mosquito. Mas ele também precisa de uma base para colocar seus ovos, sair da
fase de larva e atingir o estágio adulto. E aqui entra a importância da limpeza
e vigilância.
Uma cidade só é considerada infestada pelo Aedes aegypti
quando focos do mosquito deixam de estar apenas em pontos considerados
estratégicos e passam a ser encontrados também em residências e outros locais
da cidade. Esses pontos estratégicos são borracharias,
depósitos de sucatas e outros espaços que recebem objetos de fora e são
propícios para o acúmulo de água.
Os municípios devem mapear esses locais e vistoriar os
espaços quinzenalmente para verificar se há ovos de mosquito e larvas. Também é
preciso instalar armadilhas para mosquitos, aplicar larvicidas e eliminar
possíveis focos.
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