A Executiva do PT decidiu, na tarde desta
sexta-feira, suspender por 60 dias o senador petista Delcídio do Amaral (MS) e
encaminhar o seu caso para o comitê de ética da legenda. O comitê deve decidir
dentro desse prazo se Delcídio, flagrado em uma gravação revelando planos para
atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato, será expulso. O senador, que
era também líder do governo na casa, está preso desde o último dia 25 na
carceragem da Polícia Federal em Brasília. Pouco tempo depois da prisão, o partido
divulgou uma nota em que dizia não se sentir obrigado a gesto de solidariedade
em relação ao parlamentar, já que Delcídio foi pego em negociatas para
benefício pessoal.
O estatuto não permite a expulsão sumária. Com esse
argumento, a Executiva optou pela suspensão com abertura de um processo
disciplinar.
Ficou
decidido que nós vamos aplicar o artigo 246 (do estatuto do PT) que considera
as atividades dele passíveis de expulsão. A Executiva aplicou-lhe penalidade
prevista de suspensão por 60 dias, bem como cancelamento de sua prerrogativa de
líder, de representar o PT no Senado, caso ele venha a ser solto nos próximos
dias — disse o presidente do PT, Rui Falcão.
Ainda de acordo com o dirigente a decisão foi
unânime entre os 18 integrantes da Executiva presente à reunião, com exceção de
um membro que discordou da forma da resolução. Falcão garantiu ainda que
Delcídio terá direito de apresentar a sua defesa.
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